Tudo começa com as flores verdes. É assim que Aninha chega ao leitor: uma menina que vendia alfaces e fez da vida simples uma história para lembrar. Encontrar um livro infantil que segure a atenção da criança e ainda deixe algo importante depois da última página não é tarefa fácil. Muitas histórias entretêm e somem no dia seguinte. Outras querem ensinar tanto que esquecem de encantar. Pais, avós e professores procuram um meio-termo: leitura curta, bonita, ilustrada, com poesia de verdade e com um valor que a criança leve para a escola, para a rua e para casa. Aninha: a menina que vendia alfaces nasce exatamente nesse ponto de equilíbrio. Em 40 páginas, o livro acompanha três tempos de uma mesma pessoa: a menina guerreira, a mocinha solidária e a adulta cidadã. É uma história de crescimento contada com delicadeza, apoiada em ilustrações que ampliam cada cena e conversam com quem ainda está aprendendo a ler sozinho. A obra traz ainda um diferencial raro na literatura infantil brasileira: as aldravias, forma poética mínima que a autora domina e apresenta às crianças em doses precisas. São poemas curtos, fáceis de memorizar e ótimos para ler em voz alta, em sala de aula ou na hora de dormir. Um convite natural para a criança brincar com as palavras e inventar as suas. O livro é assinado por Ana Maria Tourinho, escritora, poetisa e fotógrafa nascida em Belém do Pará e residente no Rio de Janeiro. Autora de Pérolas & pimentas (2018) e de Desfolhando Aldravias (2019), é vice-presidente para o Brasil da ALALS, Académie de Lettres et Arts Luso-Suisse, de Genebra, na Suíça, e já recebeu prêmios literários nacionais e internacionais. Curta a história, aproveite as ilustrações e delicie-se com as aldravias. Leve Aninha para a estante da sua casa ou da sua escola.